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Uso correcto do solo

À medida que a população aumenta e as dietas alimentares se modificam, a capacidade da agricultura em produzir o que necessitamos torna-se mais restrita, em virtude da disponibilidade limitada de áreas agrícolas.

A intensificação da agricultura leva à produção de mais alimentos numa área menor.

Nos últimos 40 anos, a área agrícola per capita sofreu uma redução, e a produção agrícola mais do que duplicou.

Com o cenário acima descrito, torna-se incomportável o subaproveitamento da terra arável disponível.

Não podemos arcar com a subutilização de terrenos agrícolas. Mesmo com um aumento de 10% na área agrícola, não teremos capacidade de resposta para a crescente procura de alimentos.

Os recursos de terra arável disponível, a disponibilidade de água e a mudança climática serão obstáculos cada vez maiores para a nossa capacidade de produzir o que necessitamos. Os agricultores terão de produzir volumes maiores na mesma área agrícola existente, evitar a erosão do solo e encontrar formas inovadoras de utilizar o solo. Teremos de ser capazes de obter mais da terra do que fazemos actualmente, principalmente nas economias em crescimento. Mas para que isso ocorra, será necessário melhorar a qualidade das práticas agrícolas. Nesse sentido, contar apenas com a evolução tecnológica não é suficiente. Devemos obter e partilhar conhecimento por meio de parcerias com governos e com todos os stakeholders.

Já não temos muito mais tempo para iniciar esta mudança. E essa necessidade é reforçada pela pressão de outras utilizações da terra, como a urbanização e as más práticas agrícolas.

O que é preciso fazer para melhorar o uso da terra?

  • A agricultura responsável exige práticas agrícolas modernas para preservar a terra e melhorar o solo;
  • As políticas agrícolas devem-se focar no desafio de colocar a tecnologia nas mãos dos agricultores;
  • Somente a tecnologia não é suficiente. O conhecimento deve ser obtido e partilhado entre todos os stakeholders para que seja eficaz;
  • Precisamos de formas mais operacionais de trabalho e parcerias entre o sector privado, governos, organizações internacionais e ONGs;
  • Um esforço internacional da FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) ou de outras organizações internacionais, direccionado para o desenvolvimento do sector agrícola em países com práticas agrícolas de baixa produtividade, deverá efectuado.