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Ácaros em Pomóideas


O aranhiço vermelho é um ácaro da família Tetranychidae, originário da Europa. Os adultos apresentam dimorfismo.



Descrição

Adultos quase invisíveis a olho nu.

Adulto: Fêmea vermelha escura com o corpo saliente de 0,5 mm a 0,8 mm de comprimento e 0,25 mm de largura de corpo, cerdas dorsais dispostas em fileiras de cor esbranquiçada sobre o corpo dos adultos.
Os Machos de cor vermelho-alaranjado brilhante, mais pequenos e estreitos do que as fêmeas.

Ovo: vermelho em forma de cebola com numerosas manchas meridionais terminadas por um “pêlo” em pé no pólo superior.



Ciclo de desenvolvimento

O ciclo de vida da praga compreende quatro estados: ovo, larva, ninfa e adulto.

Estas posturas efectuam-se a partir do fim do Verão, nas zonas de inserção dos ramos e dos gomos.

Este ácaro hiberna sob a forma de ovo, agrupado na fronteira entre madeiras do ano corrente e madeiras do ano anterior (zona de inserção dos ramos e dos gomos).

No final de Abril e no mês de Maio, os ovos eclodem e dão origem a larvas que se desenvolvem nas folhas para se tornarem adultas, em meados de Maio.

São mais numerosos na parte inferior das folhas.

Podem ocorrer entre seis a dez gerações ocorrem durante todo o ciclo.

O ciclo de vida varia entre os 15 a 35 dias, de acordo com as condições ambientais.

As posturas efectuam-se a partir do fim do Verão, nas zonas de inserção dos ramos e dos gomos.



Danos

A actividade alimentar da praga ocorre sobre as folhas, através de uma armadura bucal do tipo picador-sugador, onde é extraído o conteúdo das células da epiderme, o que provoca a entrada de ar pelo orifício de perfuração.

Quando ocorrem fortes ataques da praga, As folhas ficam amarelas, escurecem e assumem um aspecto característico de chumbo cinza ("bronzeado"); a actividade fotossintética das folhas é então reduzida.

Esta sintomatologia, provocada pela morte das células da epiderme, vai condicionar a eficiência fotossintética e a transpiração da planta, conduzindo por isso a estragos ou prejuízos de difícil avaliação, levando à queda prematura das folhas, uma diminuição do tamanho dos frutos, da sua taxa de açúcar e podem afectar a cor dos frutos.



Medidas de profilaxia

O controlo preventivo é especialmente recomendado para evitar danos primaveris e ter um melhor controlo das infestações de ácaros:

  • Avaliar o risco: prognóstico invernal (observação de 120 gomos, 2 segmentos de 2 gomos em 30 arvores em laboratório).
  • Seguir o nível de população ao contar o número de formas móveis em 100 folhas desde os estados fenológicos iniciais até ao Verão.
  • Considerar a presença de fitoseídeos predadores.



Soluções Syngenta

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