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Infestantes em Tomate

Por definição, as infestantes são o conjunto de espécies vegetais que crescem nos locais em que não se pretende que surjam.

A sua presença é indevida uma vez que competem com as plantas cultivadas na obtenção de água, luz e nutrientes. Além de servirem, igualmente, de abrigo a determinadas pragas e doenças que podem ser prejudiciais à cultura.

Antes do controlo de infestantes numa determinada cultura, deve ter-se em conta um conjunto de práticas culturais que por si só podem reduzem o grau de incidência das mesmas numa determinada parcela. Consistem estas práticas num adequado sistema de rotação de culturas, na introdução de culturas de sequeiro nessas rotações, na utilização de estrumes bem curtidos e livres de sementes, etc.

O combate às infestantes na produção de tomate pode ser efectuado em pré e/ou pós instalação da cultura, por controlo químico (herbicidas) e/ou mecânico (sachas).

O controlo químico, feito pela utilização de herbicidas, deverá ser feito de forma cuidada, no momento e nas doses/concentrações mais adequadas de forma a não prejudicar o normal desenvolvimento da cultura e a conseguir combater a infestante (s) na fase de crescimento em que se encontram.

As principais infestantes na produção de tomate em Portugal são:

  • Azevém (Lolium multiflorum);
  • Beldroega (Portulaca oleracea);
  • Bredos (Amaranthus spp.);
  • Bolsa-de-pastor (Capsella rubella);
  • Cuscuta L.
  • Cabelo-de-cão (Poa annua);
  • Catassol (Chenopodium album);
  • Corriola (Convolvulus arvensis);
  • Erva-moira ou Tomateiro bravo (Solanum nigrum);
  • Erva-moleirinha (Fumaria officinalis);
  • Erva-pessegueira (Polygonum persicaria);
  • Erva-febra (Lolium rigidum);
  • Escalracho (Panicum repens);
  • Figueira-do-inferno (Datura stramonium);
  • Graminhão (Paspalum paspalodes);
  • Junça (Cyperus rotundus);
  • Juncinha (Cyperus esculentus);
  • Mal-casada (Polygonum lapathifolium);
  • Margaça (Chamaemelum mixtum);
  • Milhã-digitada (Digitaria sanguinalis);
  • Milhã-pé-de-galo (Echinochloa crus-galli);
  • Milhã-verde (Setaria viridis);
  • Rabo-de-raposa (Orobanche spp.);
  • Saramago (Raphanus raphanistrum);
  • Sempre-noiva (Polygonum aviculare);
  • Serralha-macia (Sonchus oleraceus).

Quanto mais eficaz for o controlo das infestantes, mais elevado será o patamar produtivo da cultura pois mais próxima cada planta estará do seu real potencial produtivo.

Tendo em consideração as infestantes anteriormente referenciadas a Syngenta dispõe de 4 soluções para o controlo de grande parte das mesmas.

Assim, para a cultura do Tomate os 4 herbicidas possíveis são, respectivamente, o Touchdown Premium, o Fusilade Max, o Dual Gold e o Ordago.

  • Touchdown Premium – Herbicida sistémico com 360 g/l de glifosato sob a forma de sal e amónio, eficaz sobre todo o tipo de infestantes, indicado para o controlo das infestantes anuais (1 – 4 l/ha) e infestantes vivazes (6 – 7 l/ha). Ideal para a limpeza dos terrenos em pré plantação da cultura do tomate.
  • Fusilade Max – Herbicida sistémico de pós-emergência contra gramíneas anuais e vivazes, com uma excelente capacidade de penetração nas infestantes. Indicado para o controlo das infestantes anuais e vivazes da cultura do tomateiro (2 l/ha). Seguidamente colar o quadro existente na Ficha Técnica de Acção sobre as Infestantes.
  • Dual Gold – Herbicida residual, sistémico, indicado para aplicação em pré-plantação da cultura do Tomate, para o controlo de infestantes gramíneas (1 a 1,5 l/ha). Seguidamente colar o quadro existente na Ficha Técnica de Acção sobre as Infestantes.
  • Ordago - Herbicida residual, absorvido pelas raízes e rebentos, com ligeira acção de contacto, indicado para o controlo de infestantes anuais (mono e dicotiledóneas), devendo ser aplicado antes da emergência das infestantes.