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Syngenta e DRAPC organizam dia campo vinha na Bairrada

02.07.2015

A Syngenta e a Direção Regional de Agricultura e Pescas do Centro realizaram um dia de campo na Anadia, a 19 de Junho, onde alertaram os viticultores para as operações culturais essenciais nesta fase de desenvolvimento da vinha – desponta e desfolha – e para a correta proteção da cultura, cujos grandes desafios começam agora.

O evento decorreu na Estação Vitivinícola da Bairrada, na Anadia, e juntou cerca de 30 viticultores e técnicos desta região que tiveram acesso a informação relevante sobre a condução e a proteção da cultura.

Madalena Neves, técnica da DRAPC, fez um ponto de situação sobre as pragas e doenças que estão a afetar as vinhas da Bairrada e recomendou medidas profiláticas e de controlo. «A partir do início do 2º decêndio de Junho, embora com as temperaturas elevadas que se têm feito sentir, começaram a surgir os primeiros focos de podridão cinzenta nos cachos, alertando-se para a necessidade de implementar medidas que promovam o arejamento da zona de frutificação. Na fase de desenvolvimento em que a vinha se encontra, em conjugação com os fatores climáticos, em especial a humidade, será também de estar atento à instalação e desenvolvimento do oídio nos cachos», disse acerca das doenças.

No que se refere às pragas, Madalena Neves informou que teve início do 2º voo da traça da uva, recomendando a realização de tratamento mediante avaliação da intensidade de ataque ao nível da parcela. Quanto às cochonilhas, que se encontram em início de eclosão na Bairrada, recomendou a realização de tratamentos localizados, apenas nas videiras atacadas, como forma de limitar a sua disseminação pela parcela.

A Syngenta apresentou o Luzindo, o inseticida multipraga que controla a traça, a cigarrinha verde e o cicadelídeo da flavescência dourada. Esta nova solução está disponível no mercado pelo segundo ano consecutivo com resultados comprovados em diversas regiões vitivinícolas.

No controlo do oídio, o fungicida Dynali é a solução recomenda pela Syngenta e utilizada por casas vitivinícolas de referência. «O Dynali é um fungicida interessante para aplicar desde a fase do bago de chumbo, a ação de vapor que lhe confere a ciflufenamida permite que atue no interior dos cachos, protegendo-os quando começam a fechar. Já utilizamos o Dynali esta campanha e confiamos no produto», revela Clemente Almeida, técnico vitícola das Caves Aliança, empresa do grupo Bacalhoa Vinhos, que esteve no dia de campo na Anadia.

A equipa da Syngenta e os técnicos da Apibairrada demonstraram em campo a correta calibração dos equipamentos de aplicação de produtos fitofarmacêuticos e ensinaram a calcular os volumes de água a utilizar com os diferentes produtos, tendo em conta a forma de condução da vinha e o seu estado vegetativo.

César Almeida, técnico da DRAPC e especialista em questões de vinha, alertou para as operações culturais a realizar neste período do ano - a desfolha e a desponta – e recordou alguns conceitos: «A desfolha é importante para arejar o cacho e permitir que os produtos fitofarmacêuticos atinjam diretamente o alvo pretendido nesta fase – o cacho -, uma vez que após a fase do pintor a sistemia da planta deixa de funcionar. No entanto, é importante não retirar folhas a mais para evitar queimaduras dos cachos e para não retardar a cinética de maturação dos bagos». César Almeida lembrou que a desfolha correta é feita paulatinamente, retirando por dia e em cada lançamento com cachos 2 folhas no lado onde o sol matinal incide; eliminando as folhas amarelas do interior da copa, mas preservando as folhas mais velhas da parte inferior da videira, as que mais trabalham para o desenvolvimento dos cachos e dos bagos.

No que se refere à desponta, é uma operação que deve ser realizada quando a videira chega ao último arame e começa a tombar para o meio da linha. «A folha jovem fica exposta ao sol e trabalha para o seu próprio crescimento vegetativo, mas está a ensombrar as folhas mais velhas, essenciais ao processo fotossintético da videira. É nessa altura que devem ser retiradas as extremidades dos lançamentos, dando lugar à emissão de netas, que vão permitir uma renovação da massa foliar da videira».