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Syngenta e DRAPN formam viticultores do Minho

08.07.2015

A Syngenta realizou um conjunto de dias de campo em diversos concelhos do Entre Douro e Minho onde apresentou a sua estratégia de proteção da vinha e deu formação a mais de 150 viticultores sobre intervenções em verde - desponta e desfolha -, em colaboração com a Direção Regional de Agricultura e Pescas do Norte.

As ações decorreram na segunda quinzena de Junho, nos Centros de Experimentação Syngenta de Santo Tirso (instalado na Escola Profissional Agrícola Conde de São Bento) e de Ponte de Lima (instalado na Escola Profissional de Agricultura e Desenvolvimento Rural de Ponte de Lima) e em parcelas de agricultores nos concelhos de Celorico de Basto e de Lousada.

«As intervenções em verde, como a desfolha, têm um objetivo técnico que é aumentar a produção final da vinha e obter mostos e vinhos de maior qualidade. Para que este objetivo seja atingido não podem ser realizadas nem demasiado cedo, sob pena de ocorrerem desequilíbrios fisiológicos da planta, como os abortos florais, nem demasiado tarde, porque podem dar origem a perdas de produção, seja por escaldão, seja por perdas qualitativas, relacionadas com a emissão tardia de netas, que absorvem grande parte da energia impedindo que esta seja canalizada para o desenvolvimento do cacho e dos bagos», explicou Manuel Oliveira, técnico da Direção Regional de Agricultura e Pescas do Norte (DRAPN), que participou nos vários dias de campo como formador.

As intervenções em verde têm um papel importante na melhoria da fitossanidade da vinha. A desfolha melhora o arejamento e a exposição do cacho à luz solar, diminuindo a probabilidade de ataques por fungos e aumentando a eficácia dos tratamentos fitossanitários.

Luís Almerindo, consultor que presta assistência a cerca de 40 hectares de vinha no Vale do Ave, participou num destes dias de campo e considera que «trouxeram ensinamentos extremamente válidos e oportunos porque decorreram precisamente no momento em que a vinha estava a precisar das intervenções em verde. É fundamental que estas operações se realizem, pois potenciam a capacidade produtiva da vinha e diminuem os custos de produção, aumentando os resultados económicos dos viticultores».

Pedro Gonçalves, responsável por 5,5 hectares de vinha na Quinta dos Velhos, em Santo Tirso, por seu turno, diz «aprendi imenso nesta formação, não tinha noção de quanto é importante fazer a poda em verde. Quanto à desfolha eu até nem fazia por medo que o sol queimasse os cachos e aprendi que se for feita na parte baixa da videira e quando o cacho está na fase de bago de chumbo ele vai habituar-se e resistir melhor ao sol. Também aprendi que consoante as castas há variações na forma como se fazem as intervenções em verde».

Graça Gonçalves, produtora de 14,5 hectares de vinha, em Estorãos, Ponte de Lima, também considera que «foi uma manhã muito útil e rica, onde foram abordados temas vastos, desde as intervenções em verde até à poda, comparando 2 processos de poda para concluir qual permite maior produção de uva».

Francisco Rosas, viticultor com 50 hectares vinha, em Vila Verde e Ponte de Lima, afirma que «o evento na Escola Profissional de Agricultura e Desenvolvimento Rural de Ponte de Lima foi muito produtivo, a explanação foi sintética e resultou. Aprendi algo novo sobre a desponta da vinha e já pus em prática algumas das técnicas que nos mostraram, também me permitiu confirmar que estava a proceder corretamente na forma como faço a desponta. Com gente empenhada e muito agradável, como são os técnicos da Syngenta e os formadores convidados, só poderia ter resultado bem».

A Syngenta apresentou a sua estratégia de proteção da vinha, explicando o posicionamento de produtos chave do seu portfólio, entre os quais o inseticida multipraga Luzindo, uma ferramenta indispensável no controlo da traça dos cachos, da cigarrinha verde e do inseto vetor da flavescência dourada, problemas que afetam as vinhas do Entre Douro e Minho.

«Estamos a iniciar a campanha das traças, o histórico da região diz-nos que a partir de agora e até final de Agosto devemos estar muito atentos à cigarrinha dourada e à traça da uva. Também não esquecer que em Setembro do ano passado tivemos ataques de podridão cinzenta ao 4º voo da traça. Além disso há outros insetos como a mosca do vinagre que estão a surgir na vinha, vinda de outras culturas, e que podem levar ao aparecimento de podridões assépticas nos cachos», alerta o consultor vitícola Luís Almerindo.