You are here

Share page with AddThis

Syngenta reúne 500 agricultores em Jornadas Técnicas de Milho nos Açores

05.08.2016

A Syngenta realizou no início de Abril as Jornadas Técnicas do Milho, nas cidades de Ponta Delgada e da Horta, nos Açores. O evento decorreu apenas alguns dias após o fim do regime de quotas leiteiras na União Europeia, a 31 de Março.

Neste novo cenário de liberalização da produção de leite e perante a descida dos preços pagos ao produtor, os agricultores têm pela frente o desafio de reduzir custos na alimentação dos animais para manter a competitividade do setor. A Syngenta assume-se como o parceiro que oferece sementes de milho e soluções de proteção da cultura tecnologicamente inovadoras, que garantem a rentabilidade do agricultor.

Mais de 500 agricultores das ilhas de São Miguel e do Faial participaram nas Jornadas Técnicas do Milho organizadas pela Syngenta e pelo seu distribuidor Agroutil na Região Autónoma dos Açores, nos primeiros dias de Abril. O evento realiza-se anualmente e é um importante ponto de encontro do setor agrícola açoriano, permitindo a reflexão sobre temas da atualidade e o contato com novas soluções do portfólio Syngenta.

Numa conjutura de descida do preço do leite pago ao produtor e perante um mercado liberalizado e muito competitivo, os agricultores açorianos precisam de ser mais eficientes na produção e de reduzir custos com a alimentação dos animais. A cultura do milho apresenta nesta matéria uma vantagem competitiva, uma vez que alimentar os animais à base de silagem sai mais barato do que investir em alimentação à base de concentrados. Por outro lado, e face aos apoios comunitários de que a Região Autónoma dos Açores dispõe – cerca de 400€ por cada hectare de milho produzido –, é previsível um aumento da produção de milho nos próximos anos. Recorde-se que a área de milho na região oscila entre os 9.000 e os 10.000 hectares.

«Creio que a área de milho vai manter-se, mas há margem para aumentar a produtividade da cultura entre 25% a 30% nos próximos anos. Devido ao elevado preço dos terrenos, a opção é fazer rotação de culturas. Penso que os agricultores vão deixar de fazer algum azevém e optar pelo milho silagem, que além de ser mais produtivo (65 a 75 ton/ha), tem uma ajuda comunitária», afirma João Oliveira, sócio-gerente da Agroutil, em jeito de antevisão.

SY Hydro cativa agricultores açorianos

A Syngenta tem vindo a introduzir novas variedades de milho nos Açores, apostando em sementes com aptidão para silagem e que se adaptam à produção em sequeiro que caracteriza a região. A variedade SY Hydro, que incorpora a tecnologia ARTESIAN, foi lançada nos Açores em 2014 e surpreendeu os agricultores pela positiva.

«Numa parcela fiz metade Hydro metade Miami e notei que o Hydro estava substancialmente maior em altura e as espigas melhores do que as do Miami. Este ano vou semear toda a minha área com Hydro, porque tem chovido pouco e tenho muito boas expectativas em relação ao comportado do Hydro num ano de stress hídrico elevado», revela Vergílio Oliveira, produtor de 30 hectares de milho na ilha de São Miguel e proprietário de um efetivo pecuário de 1.600 bovinos para engorda.

Na ilha do Faial, onde a área de milho ronda os 300 hectares, o SY Hydro também agradou aos produtores de milho. «Fiz ensaios nos terrenos de alguns dos principais agricultores da ilha e os resultados foram muito interessantes: mostrou-se mais vigoroso à emergência e destacou-se das outras variedades até ter 1,5 m de altura, sempre mais alto e mais verde. À colheita fez um bom acabamento e manteve o stay green, o que é benéfico para a qualidade da silagem», afirma Orlando Furtado, técnico comercial da Agroutil no Faial, onde a Syngenta tem uma boa quota de mercado nas sementes de milho.

Nas soluções para proteção da cultura do milho, o herbicida de pré-emergência Lumax é já uma referência e um líder de vendas nos Açores. O Elumis, um novo herbicida da Syngenta para aplicação em pós-emergência, ajuda a um controlo mais amplo das principais infestantes do milho, sobretudo em anos mais secos.

Leite e carne de bovino são estratégicos na economia dos Açores

Os Açores produzem mais de 30% do leite do país, com um efetivo pecuário de 90.000 vacas registadas. Metade da economia açoriana assenta na agro-pecuária e, dentro dela, o leite pesa mais de 70%. É por isso natural que exista alguma apreensão no setor sobre o futuro da região enquanto produtora de leite.

«Há mais pessimismo do que otimismo entre os produtores, de qualquer modo creio que em 2015 não vamos assistir a qualquer oscilação na produção de leite na região. A produção de leite é feita com ciclos de 2 a 3 anos e as adaptações não são repentinas. Em 2016, creio que a oscilação do volume produzido dependerá em muito da variação do preço do leite à produção», estima Vergílio Oliveira.

Quanto à produção de bovinos para engorda (carne), existe algum otimismo e indicadores de que o número de cabeças abatidas na região está a aumentar: de 15.000 cabeças (2014), para cerca de 40.000 cabeças (estimativa 2015). «Se não ocorrerem alterações significativas nos preços da carne e, atendendo aos apoios comunitários, é um setor que tem condições para crescer cerca de 5% ao ano até 2020. É preciso lembrar que em Portugal apenas produzimos 40% da carne de bovino que consumimos», afirma Vergílio Oliveira.