You are here

Share page with AddThis

Colóquio Vinha Syngenta debate doenças do lenho

Noticias
23.03.2016
Colóquio Vinha Syngenta debate doenças do lenho

Os prejuízos económicos causados pelas doenças do lenho na viticultura nacional estão por apurar à escala nacional, mas o problema afeta todas as regiões vitivinícolas com gravidade. A Syngenta levou o tema a debate num colóquio organizado na Adega Cooperativa de São Mamede da Ventosa, a 4 de Março.

Cerca de 150 associados da Adega Cooperativa de São Mamemede da Ventosa, no concelho de Torres Vedras, participaram no Colóquio Vinha Syngenta, a 4 de Março, onde foram analisados os principais problemas fitossanitários da vinha e apresentadas soluções da gama Syngenta para proteção desta cultura.

A jornada dedicou especial atenção às doenças do lenho, que tendem a agravarse na região Oeste, em especial a Escoriose Europeia. Diferentes espécies de fungos do género Botryosphaeria têm sido associadas a esta doença, que causa danos diretos nas videiras e danos indiretos, com impacto na longevidade das vinhas. Em Portugal, ocorre com elevada incidência e severidade nos diferentes materiais de propagação vegetativa, videiras jovens e adultas.

«A Botryosphaeria causa a morte das cepas mesmo em vinhas jovens. Em zonas mais húmidas do Oeste, 2 anos após a plantação há cepas que morrem devido a esta doença, condicionando a produtividade da vinha e o retorno do investimento. Acreditamos que muitas vezes as plantas já vêm infetadas dos viveiros», explica Alexandra Santos, responsável de Viticultura da Adega Cooperativa de São Mamemede da Ventosa.

O investigador Jorge Sofia, especialista no estudo deste problema fitossanitário da vinha, foi convidado a falar de sintomas, prevenção e controlo do complexo de doenças do lenho. Fruto dos ensaios que realiza há vários anos na região do Dão, comparando a sensibilidade de diferentes castas à doença da esca, e da observação de inúmeras vinhas noutras regiões do país, Jorge Sofia conclui que «a Esca está presente em muitas vinhas com mais de 10 anos, sendo frequente encontrar uma incidência superior a 5%». A rápida progressão de fungos associados a esta doença nos tecidos lenhosos da vinha também foi comprovada por este investigador: «no período de um ano, desde a inoculação da videira com Phaeomoniella chlamydospora, este fungo evolui vários cm (por vezes mais de 5 cm) nos talões infetados, comprometendo a viabilidade da planta».

«A Esca é um problema gravíssimo a nível nacional, desde o Minho ao Algarve, todos os anos morrem inúmeras videiras afetadas por esta e outras doenças do lenho. Os prejuízos para o setor são enormes», acrescenta o técnico da Direção Regional de Agricultura e Pescas do Centro, lembrando que a doença afeta outras regiões vitivinícolas da Europa. Em França, por exemplo, o problema está a ser encarado de forma muito séria, tendo sido nomeada uma comissão nacional para o estudo das doenças do lenho por parte do Governo de François Holande.

Em Portugal, existe uma preocupação com a qualidade do material de propagação (garfos e porta-enxertos), embora a legislação seja omissa quanto ao controlo das doenças do lenho em jovens plantas de vinha. Duas doenças são responsáveis pelo chamado “declínio das jovens videiras”: doença de Petri (originada por fungos similares aos causadores de Esca) e pé negro (podridão radicular que provoca a morte do bacelo, sendo um sintoma suspeito desta doença a emissão de 2 patamares de raízes). Há trabalhos científicos que apontam a eficácia de tratamentos preventivos do material de propagação, através da sua imersão numa calda contendo um fungicida de largo espectro antes da plantação, para evitar a contaminação de novas plantas por solos contaminados com os fungos associados ao pé negro.

A Adega Cooperativa de São Mamemede da Ventosa preconiza uma estratégia preventiva das doenças do lenho que inclui: a desinfeção das feridas da poda com fungicidas à base de cobre; a desinfeção das tesouras de poda e a aplicação de 2 tratamentos preventivos com um fungicida como o Score, que tem ação tanto no controlo da Escoriose Europeia, como da Escoriose Americana (Phomopsis viticola). «O posicionamento correto pressupõe a aplicação do fungicida entre a fase da ponta verde até às 2-3 pontas livres, com 2 tratamentos que garantem a cobertura de toda a fase de rebentamento da vinha», explica Alexandra Santos.

O Quadris Max é outra solução Syngenta indicada para proteção da Escoriose, controlando simultâneamente o míldio, o oídio e o Black Rot da videira. É essencial posicionar este produto na fase inicial do ciclo vegetativo da videira, entre o gomo de algodão e as 2-3 folhas, para garantir a sua eficácia. Os tratamentos deverão ser efetuados com uma cadência de 12 dias, reduzindo para 10 dias sempre que as condições climáticas sejam favoráveis à ocorrência dos agentes patogénicos.

No Colóquio, a Syngenta teve ainda oportunidade de apresentar a sua nova solução anti-oídio - o Dynali- , agora também disponível em embalagens mais reduzidas, e que é aconselhada para tratamentos a partir da fase dos cachos visíveis. Este fungicida tem ação preventiva e curativa, sendo formulado com base em 2 substâncias ativas de grupos químicos diferentes.

 

A Syngenta é uma das empresas líderes no seu ramo de actividade. O grupo emprega mais de 27.000 pessoas em mais de 90 países, com um único objectivo comum: trazer para a vida o potencial das plantas. Através da excelência dos nossos cientistas, da nossa presença a nível mundial e do empenho de todos os nossos colaboradores em responder às necessidades dos nossos clientes, ajudamos a maximizar a produtividade e o rendimento das culturas, a proteger o ambiente e a melhorar a saúde e a qualidade de vida. Para mais informações sobre a Syngenta, consulte o site www.syngenta.pt o www.syngenta.com.