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Nutrição em Batata


Tendo em consideração o rápido desenvolvimento desta cultura, devemos ter em atenção o ritmo de absorção dos nutrientes, uma vez que a falta ou o excesso de um determinado elemento nutritivo pode influenciar, negativamente, o estado vegetativo e produtivo da mesma.

A batateira é classificada como sendo uma das culturas mais exigentes em Azoto e Potássio, assim como em Fósforo, Cálcio, Magnésio e Enxofre.

Face ao exposto a deficiência de determinados nutrientes pode originar problemas mais ou menos graves, os quais são resumidamente apresentados a seguir.

Sintomas das principais deficiências nutritivas
 

Azoto – As plantas com deficiência em Azoto são geralmente cloróticas, de crescimento lento, erectas, com folhas igualmente erectas de coloração verde pálido a amarelado.
Em função da magnitude da deficiência assim são potenciados os sintomas de nanismo, cloroses, queda de folhas inferiores e redução do rendimento final.
Os tubérculos são pequenos e em reduzido número.

Fósforo – O fósforo é um elemento essencial para a batateira, tanto durante o período inicial de crescimento da planta como durante a tuberização.
A sua carência na fase inicial atrasa o correcto desenvolvimento da zona apical da planta, a qual se apresenta pequena e algo rígida.
As folhas são de menor tamanho mas não deformadas, com a zona do ápice de cor verde mais claro ou folhas de tamanho normal com uma coloração purpúrea ou avermelhada.
As plantas apresentam menos raízes e caules do que é normal.
Os tubérculos, por sua vez, podem apresentar manchas necróticas, de coloração acastanhada, distribuídas internamente por toda a polpa.

Potássio – A deficiência de potássio traduz-se por uma redução do crescimento vegetativo da planta, bronzeado das folhas, as quais vão ficando necróticas e, posteriormente, acabam por morrer antes de tempo.
Quando a deficiência é elevada, as plantas ficam pequenas, com entre-nós curtos e folhas pequenas e arqueadas para baixo, observando-se alguma desfoliação dos ramos.
Nas fases avançadas podem produzir-se necroses severas, as quais apresentam uma certa parecença com os danos provocados pelo míldio.
Os tubérculos com deficiência de potássio são, regra geral, mais pequenos e podem apresentar lesões necróticas, de cor castanha, na zona de inserção com a planta mãe.

Magnésio – As plantas com deficiência de magnésio apresentam um amarelecimento acentuado das regiões inter-nervuras, principalmente nas folhas mais velhas.
Com o evoluir da deficiência as referidas zonas inter-nervuras podem apresentar lesões necróticas.

Cálcio – As plantas com deficiência de cálcio apresentam os folíolos enrolados para cima, ondulados e com as margens cloróticas.
Posteriormente, as margens afectadas, acabam por necrosar.
As folhas apresentam uma clorose intensa principalmente na zona apical.
Observa-se um reduzido desenvolvimento do sistema radicular.
Os tubérculos provenientes de plantas com deficiência de cálcio apresentam inicialmente umas manchas de cor castanha num anel vascular, próximo do ponto de inserção do tubérculo com a planta. Mais tarde, os mesmos tubérculos, apresentam manchas castanhas por toda a medula.

Enxofre – As plantas com deficiência de enxofre apresentam uma clorose que se inicia por pequenas manchas e acaba por evoluir para a folha inteira.
Normalmente este sintoma inicia-se pelas folhas mais novas da planta.

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