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Psila da Pereira em Pomóideas

Cacopsylla pyri

Descrição

A psila da pereira é um homóptero da família Psyllidae.

Adulto: pequena cigarra de 2,2 a 2,9 mm de comprimento, com asas translúcidas e corpo escuro.
As patas são fortes e adaptadas ao salto (Insecto saltitante), provocando um ruído característico na aterragem na vegetação.
A nível de armadura bucal é do tipo picador sugador. No que respeita ao aparelho genital, verifica-se acentuado dimorfismo sexual ao nível externo. A espécie apresenta dois tipos morfológicos, sendo possível distinguir os adultos hibernantes dos estivais pelo maior tamanho e coloração mais escura dos primeiros.
A hibernação é feita no estado adulto, dentro do pomar de pereira ou sobre outras espécies arbóreo-arbustivas situadas nas proximidades do pomar.

Larva (ninfas): 5 fases larvais que têm a mesma forma que o adulto, mas sem asas, globulosa e amarelada na fase jovem e depois achatada e castanha.

Ovo: 0,3 mm de comprimento, oblongo, amarelo claro e a seguir à eclosão amarelo-alaranjado. Pouco antes da eclosão, os olhos da larva são visíveis sob a forma de dois pontos vermelhos.


Ciclo de desenvolvimento

A psila hiberna no seu estado adulto, escondida sob cascas ou em diferentes abrigos do pomar.

As fêmeas hibernantes, nas condições do Ribatejo – Oeste iniciam as posturas a partir de meados de Fevereiro, verificando-se que são feitas em número reduzido ou isoladamente; a temperatura mínima deve chegar os 10°C para que a fêmea possa desovar, mesmo se está madura antes. Os ovos são depositados na base dos botões (gomos). As fêmeas podem desovar mais de 200 ovos em média.

O aparecimento das ninfas de primeira geração coincide com a explosão dos botões florais (estado fenológico C-D) e as ninfas jovens colonizam as inflorescências e os frutos jovens. Nas gerações seguintes, as posturas são geralmente efectuadas sobre as folhas ou na parte terminal dos lançamentos.

Podemos ter ao longo do ano sete a oito gerações de psila, com uma população máxima entre Junho e Setembro.

Os adultos desta geração, da forma veraneante, aparecem em Maio.


Danos/Estragos

Os danos mais significativos provocados pelas ninfas resultam da sua actividade como picadora-sugadora, onde segregam uma melada, a qual em condições extremas pode provocar prejuízos pelo desenvolvimento de fumagina.

Resultante desta actividade das ninfas, as folhas podem apresentar necroses, com uma consequente redução da taxa fotossintética, enquanto que os frutos sofrem uma enorme desvalorização comercial devido a coloração negra provocada pela fumagina.


Medidas de profilaxia

A protecção das pereiras contra a psila deve ser primordialmente preventiva:

  • Evitar os excesso de vigor (poda correcta…),
  • Tomar em consideração os auxiliares, tais como as larvas de Sirfídeos, de Crisopídeos e de Antocorídeos.

A avaliação dos riscos compreende três fases:

  • Período invernal – observação visual de 100 ramos aleatoriamente (Fêmeas hibernantes) ou através da técnica das pancadas de forma a observar e avaliar os adultos presentes no pomar e verificar os níveis económicos de ataque.
  • Fevereiro a Abril – Observação visual de 100 inflorescências e verificar os níveis económicos de ataque para este período.
  • Abril até final do ciclo - Acompanhar as fases da praga nos novos rebentos, através da técnica das pancadas e verificar os níveis económicos de ataque para esta fase por forma em caso de necessidade um correcto posicionamento dos tratamentos.


Nível económico de ataque

Dezembro a Fevereiro: 5% ramos com adultos.

Fevereiro a Abril: 10% inflorescências com ovos.

Estado G a Outubro: 15 a 30 % de rebentos ocupados com ninfas 30 adultos em 30 pancadas.

Soluções Syngenta

Problema - imagens
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Consequências da Psila no fruto

Pomóideas

Consequências da Psila na árvore

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Consequências da Psila na folha

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Larva da Psila

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Consequências da Psila na árvore

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Sintomas da Psila

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Larva da Psila

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Sintomas da Psila

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