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Voliam

Voliam

Ultima atualização:
20.07.2022

Insecticida

Proteção de culturas

Authorisation Number: 
1833
Pack size: 
200 mL
Composition: 
Formulation: 
Suspensão Concentrada (SC)

Insecticida para controlo de lagartas de Lepidópteros e alguns coleópteros em diversas culturas.

O VOLIAM é um insecticida à base de clorantraniliprol que atua por contacto e ingestão sobre as larvas de lepidópteros. O clorantraniliprol pertence à família química das diamidas antranílicas, caracterizando-se por um modo de ação que atua ao nível dos receptores de rianodina no sistema muscular dos insetos (IRAC MoA grupo 28). O clorantraniliprol provoca a ativação dos receptores, estimulando a libertação descontrolada de cálcio, conduzindo ao esgotamento de reservas deste no interior das fibras musculares, o que provoca um desajuste na contracção muscular, seguido de paralisia. Os insectos cessam o seu movimento e a alimentação poucas horas após a aplicação de VOLIAM, acabando por morrer 2 a 4 dias após exposição ao produto.

O VOLIAM pode ser aplicado em qualquer estado vegetativo das culturas, quando do aparecimento das pragas, apresentando atividade larvicida, e dependendo das espécies pode apresentar adicionalmente atividade ovo-larvicida.

Ameixeira

Bichado-das-ameixas (Grapholita funebrana)
Dose máxima individualVolume de caldaRecomendaçõesIntervalo de segurança

18 - 20 mL/hL

700 a 1500 L/ha

Iniciar as aplicações no período de oviposição antes das primeiras eclosões ou penetrações nos frutos. Desde a segunda queda natural dos frutos até estarem maduros (BBCH 73-87).

Realizar um máximo de 2 aplicações por campanha para o total das finalidades.

Intervalo mínimo entre aplicações: 10 dias.

14 dias

Amendoeira

Anársia (Anarsia lineatella)
Dose máxima individualVolume de caldaRecomendaçõesIntervalo de segurança

18 - 20 mL/hL

1000 a 1500 L/ha

Iniciar as aplicações no período de oviposição antes das primeiras eclosões ou penetrações nos frutos. Desde a segunda queda natural dos frutos até estarem maduros (BBCH 73-87).

Realizar um máximo de 2 aplicações por campanha para o total das finalidades.

Intervalo mínimo entre aplicações: 10 dias.

21 dias

Batateira

Escaravelho-da-batateira (Leptinotarsa decemlineata
Dose máxima individualVolume de caldaRecomendaçõesIntervalo de segurança

50 - 60 mL/ha

300 a 800 L/ha

Iniciar as aplicações no período de oviposição ou imediatamente logo que sejam visíveis os primeiros estragos. Desde o desenvolvimento da cultura até ao fim da floração (BBCH 31-69).

Realizar um máximo de 2 aplicações por campanha para o total das finalidades. Intervalo mínimo entre aplicações: 14 dias.

7 dias

Traça-da-batateira (Phthorimaea operculella)
Dose máxima individualVolume de caldaRecomendaçõesIntervalo de segurança

125 - 175 mL/ha

300 a 800 L/ha

Iniciar as aplicações no período de oviposição antes das primeiras eclosões. Desde o desenvolvimento da cultura até à senescência da folhagem (BBCH 31-93).

Realizar um máximo de 2 aplicações por campanha para o total das finalidades. Intervalo mínimo entre aplicações: 8 dias.

7

Castanheiro

Bichado-da-castanha (Cydia splendana), Traça-intermédia-da-castanha (Cydia fagiglandana) e Gorgulho-da-castanha (Curculio elephas)
Dose máxima individualVolume de caldaRecomendaçõesIntervalo de segurança

18 - 20 mL/hL

1000 a 1500 L/ha

Iniciar as aplicações no período de oviposição antes das primeiras eclosões ou penetrações nos frutos. Desde a segunda queda natural dos frutos até estarem maduros (BBCH 73-87).

Realizar um máximo de 2 aplicações por campanha para o total das finalidades.

Intervalo mínimo entre aplicações: 10 dias.

21 dias

Macieira e Pereira

Bichado da fruta (Cydia pomonella), Pandemis (Pandemis Heparana) e Cápua (Adoxophyes orana)
Dose máxima individualVolume de caldaRecomendaçõesIntervalo de segurança

18 - 20 mL/hL

700 a 1500 L/ha

Iniciar as aplicações no período de oviposição até ao estado de “cabeça negra”, sempre antes das primeiras eclosões dos ovos e penetrações nos frutos. A partir do desenvolvimento dos frutos, até estes estarem maduros (BBCH 71-87).

Realizar um máximo de 2 aplicações por campanha para o total das finalidades. Intervalo mínimo entre aplicações: 12 dias.

14 dias

Lagarta-mineira-marmoreada (Phyllonorycter blancardella), Lagarta-mineira-em-placa (Phyllonorycter corylifoliella) e Lagarta-mineira-em-círculo (Leucoptera Malifoliella)
Dose máxima individualVolume de caldaRecomendaçõesIntervalo de segurança

16 - 18 mL/hL

700 a 1500 L/ha

Iniciar as aplicações no período de oviposição, sempre antes que se observem as primeiras galerias nas folhas. A partir do desenvolvimento dos frutos, até estarem maduros (BBCH 71 – 87).

Realizar um máximo de 2 aplicações por campanha para o total das finalidades. Intervalo mínimo entre aplicações: 12 dias.

14 dias

Milho (grão e silagem) e Milho-doce

Noctuídeos (Spodoptera exígua), (Spodoptera littoralis)
Dose máxima individualVolume de caldaRecomendaçõesIntervalo de segurança

100 - 150 mL/ha

300 a 800 L/ha

Iniciar as aplicações no período de oviposição ou imediatamente logo que sejam visíveis os primeiros estragos.

Realizar um máximo de 2 aplicações por campanha para o total das finalidades.

Intervalo mínimo entre aplicações: 10 dias.

7 dias

Piral-do-milho (Ostrinia nubilalis) e Sesamia (Sesamia nonagrioides)
Dose máxima individualVolume de caldaRecomendaçõesIntervalo de segurança

100 - 150 mL/ha

300 a 800 L/ha

Iniciar as aplicações no período de oviposição ou imediatamente logo que sejam visíveis os primeiros estragos (serradura).

Realizar um máximo de 2 aplicações por campanha para o total das finalidades. 1º tratamento entre desenvolvimento das folhas (4ª folha) até à bandeira estar no meio (BBCH 14-55); 2º tratamento, desde o fim da floração masculina até ao estado de grão leitoso.

7 dias

Nogueira

Bichado da fruta (Cydia pomonella)
Dose máxima individualVolume de caldaRecomendaçõesIntervalo de segurança

18 - 20 mL/hL

1000 a 1500 L/ha

Iniciar as aplicações no período de oviposição antes das primeiras eclosões ou penetrações nos frutos. Desde a segunda queda natural dos frutos até estarem maduros (BBCH 73-87).

Realizar um máximo de 2 aplicações por campanha para o total das finalidades.

Intervalo mínimo entre aplicações: 10 dias.

21 dias

Pessegueiro, Nectarina e Damasqueiro

Anársia (Anarsia lineatella)
Dose máxima individualVolume de caldaRecomendaçõesIntervalo de segurança

16 - 20 mL/hL

700 a 1500 L/ha

Iniciar as aplicações no período de oviposição antes das primeiras eclosões ou penetrações nos frutos. Desde a segunda queda natural dos frutos até estarem maduros (BBCH 73-87).

Realizar um máximo de 2 aplicações por campanha para o total das finalidades.

Intervalo mínimo entre aplicações: 10 dias.

14 dias

Traça-oriental-do-pessegueiro (Grapholita molesta)
Dose máxima individualVolume de caldaRecomendaçõesIntervalo de segurança

18 - 20 mL/hL

700 a 1500 L/ha

Iniciar as aplicações no período de oviposição antes das primeiras eclosões ou penetrações nos frutos. Desde a segunda queda natural dos frutos até estarem maduros (BBCH 73-87).

Realizar um máximo de 2 aplicações por campanha para o total das finalidades.

Intervalo mínimo entre aplicações: 10 dias.

14 dias

Videira (uva para vinificação e uva de mesa)

Traça-dos-cachos (Lobesia botrana) e Traça-dos-cachos (Eupoecilia ambiguella)
Dose máxima individualVolume de caldaRecomendaçõesIntervalo de segurança

15 - 18 mL/hL

500 a 1000 L/ha

Iniciar as aplicações no período de oviposição antes das primeiras eclosões ou penetrações nos frutos. Desde as inflorescências completamente desenvolvidas até ao pintor (BBCH 57-83).

Uva para vinificação: realizar um máximo de 1 aplicação por campanha para o total das finalidades. Uva de mesa: realizar um máximo de 2 aplicações por campanha para o total das finalidades.

Intervalo mínimo entre aplicações: 10 dias.

Uva para vinificação:
30 dias

Uva de mesa:
3 dias

Viveiros de citrinos

Mineira-das-folhas-dos-rebentos-dos-citrinos (Phyllocnistis citrella)
Dose máxima individualVolume de caldaRecomendaçõesIntervalo de segurança

10 - 15 mL/hL

100 a 500 L/ha

Iniciar as aplicações no período de oviposição ou ao aparecimento das primeiras larvas, mas sempre antes que se observem as primeiras galerias. Para ser utilizado apenas na ausência de frutos.

Realizar um máximo de 2 aplicações por campanha.

Intervalo mínimo entre aplicações: 10 dias.

-

Classificação, rotulagem e embalagem (CRE)

  • GHS09

Avisos legais

Declarações de precaução

  • Muito tóxico para os organismos aquáticos com efeitos duradouros.
  • Se for necessário consultar um médico, mostre-lhe a embalagem ou o rótulo.
  • Ler atentamente e seguir todas as instruções.
  • Não pode entrar em contacto com os olhos, a pele ou a roupa.
  • Não comer, beber ou fumar durante a utilização deste produto.
  • Recolher o produto derramado.
  • Eliminar o conteúdo e a embalagem em local adequado à recolha de resíduos periogos.
  • Contém 5-cloro-2-metil-2H-isotiazol e 2-metil-2H--isotiazol-3-ona. Pode provocar uma reação alérgica.
  • Ficha de segurança fornecida a pedido.
  • Para evitar riscos para a saúde humana e para o ambiente, respeitar as instruções de utilizações.
  • Não poluir a água com este produto ou com a sua embalagem.
  • Para proteção dos organismos aquáticos, repeitar uma zona não pulverizada de 5 metros em videira, 20 metros em macieira, pereira, pessegueiro (incluindo nectarina), damasqueiro, ameixeira, nogueira, castanheiro e amendoeira, em relação às águas de superfície.
  • Para proteção das abelhas e de outros insetos polinizadores, não utilizar este produto durante o período de presença das abelhas nos campos. Remover as infestantes antes da floração.
  • Impedir o acesso de trabalhadores e pessoas estranhas ao tratamento às zonas tratadas até à secagem do pulverizado.
  • Manter em local seco, ventilado e protegido de raios solares.

Modo de Preparação da Calda e Utilização

Na preparação da calda deitar metade do volume de água adequado para a pulverização prevista. Agitar bem o produto na embalagem, até ficar homogéneo. Juntar a quantidade de produto necessário e completar o volume de água pretendido, assegurando agitação contínua.

Culturas baixas:
Calibrar corretamente o equipamento, cal¬culando o volume de calda gasto por ha, de acordo com o débito do pulverizador (L/min), da velocidade e largura de trabalho, com es¬pecial cuidado na uniformidade da distribuição da calda.
A quantidade de produto e o volume de calda deve ser adequado à área de aplicação, respei¬tando as doses indicadas.

Culturas altas:
Calibrar corretamente o equipamento, para o volume de calda gasto por ha, de acordo com o débito do pulverizador (L/min), da velocidade e largura de trabalho (distância entrelinhas) com especial cuidado na uniformidade da distribuição de calda.
A quantidade de produto e o volume de calda devem ser adequados à área de aplicação, respeitando as concentrações/doses indicadas.
Nas fases iniciais de desenvolvimento das culturas aplicar a calda à concentração indicada.
Em pleno desenvolvimento vegetativo, adicionar a quantidade de produto proporcionalmente ao volume de água distribuído por ha, pelo pulverizador, de forma a respeitar a dose.

Volumes de calda: Macieira, pereira, pessegueiro, nectarina, ameixeira: 700 a 1500 L/ha; Nogueira, castanheiro, amendoeira: 1000 a 1500; Viveiro de citrinos: 100 a 500 L/ha; Videira: 500 a 1000 L/ha; Milho, milho-doce, batateira: 300 a 800 L/ha.

Limpeza do equipamento de pulverização:
Para uma correcta manutenção do material de aplicação e evitar possíveis contaminações, proceder:
1. Esvaziar completa e imediatamente o depósito após a aplicação. Com água limpa remover os resíduos existentes na parte exterior do pulverizador.
2. Encher o depósito com água limpa, até um terço da sua capacidade e colocar a bomba do pulverizador em funcionamento de modo a esvaziar a água pela tubagem e bicos.
3. Retirar os bicos e os filtros e limpá-los separadamente.
4. Repetir a lavagem de todo o circuito do pulverizador com água limpa, verificando o seu correcto funcionamento.

A limpeza do equipamento não deve ser efectuada em recintos fechados, na proximidade de poços, cursos de água, árvores ou terrenos cultivados, devendo ser usado o adequado equipamento de protecção individual.

Nota:
O VOLIAM não é lavado 1-2 horas após a secagem da calda. Não é aconselhável realizar o tratamento em caso de previsão de chuva iminente.
O VOLIAM não é compatível com preparações de reacção alcalina.

Precauções Biológicas

Para evitar o desenvolvimento de resistências, não aplicar este produto ou qualquer outro que pertença à família das diamidas antranílicas (Grupo 28 do IRAC – moduladores dos receptores de rianodina) mais do que o número de tratamentos preconizado para o total das finalidades em cada uma das culturas.

Recomenda-se a alternância do VOLIAM com produtos apresentando distinto modo de acção. Deve ser evitada a exposição de duas gerações consecutivas da praga a insecticidas com o mesmo modo de acção.

  • Em caso de intoxicação contactar o Centro de Informação Antivenenos. Telef: 800 250 250

  • Protecção Integrada

    Segundo a Directiva do Uso Sustentável (Directiva 2009/128/CE) que foi transposta para a Lei nº 26/2013 (a 11 de Abril), é obrigatória a aplicação dos príncipios gerais da Protecção Integrada por todos os utilizadores profissionais. Cumprido esses príncipios gerais, todos os produtos fitofarmacêuticos autorizados em Portugal, para o combate aos inimigos das culturas são passíveis de ser utilizados em Protecção Integrada.

    LMR

    Informação relativa aos LMRs, consultar a informação na página oficial da EU: https://ec.europa.eu/food/plant/pesticides_en